Está mais caro comer fora de casa, segundo índice do IBGE
- 26/03/2026
Confira dicas que empreendedor e consumidor podem adotar para evitar muitos gastos
O IBGE divulgou, nesta quinta-feira, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, um dos itens que continuam aumentando são as refeições fora de casa. Nossa equipe mostra como o mercado dos restaurantes vem reagindo a esse crescimento.
Reportagem de Aline Imercio e Vailton Justino
Essa variedade toda de comidas e carnes não é fácil de ser mantida no restaurante do Paulo. Com o aumento dos alimentos, é cada vez mais desafiador manter o cardápio sem aumentar os preços. “A gente é um grupo que trabalha com preço acessível, qualidade e a quantidade. Então está sendo bem impactante isso daí, porque além do aumento do preço, a gente não consegue repassar isso pro consumidor final. também impacta com a evasão. Eu já percebi que nesse último mês aí a gente tá tendo um número bem menor de clientes que estão vindo pro restaurante”, disse o sócio proprietário do Restaurante Mariana ‘s Grill, Paulo Teleken.
Está mais caro comer fora de casa, mas para as pessoas que têm essa necessidade, a opção mais barata ainda é a refeição, que teve um aumento de 0,3%. Pois se a escolha for pelos lanches, o consumidor vai sentir um aumento de 0,50%.
Para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, esse aumento impacta diretamente na dificuldade que muitos estabelecimentos estão enfrentando. “Começa a ter esses aumentos de aluguel, tudo mais, essa pressão inflacionária. E ele fica com medo porque ele sabe que a população sabe que qualquer coisa que ele aumentar vai refletir no resultado dele”,analisou o diretor de expansão da Abrasel(SP), Pedro Facchini.
E para que o empresário possa se adaptar a esse reajuste de preços sem prejuízos, é importante seguir algumas dicas. “Repassar todo o aumento de uma vez é mais traumático. Então é melhor você ao longo do ano, tendo reajustes, você ir passando isso demasiadamente do que ter um grande aumento aí de uma hora para outra, cortar toda ali, toda semana, todo mês, se o preço do óleo continua melhor com aquele fornecedor ou com outro, o preço da carne, o preço dos insumos em geral. E sempre buscando alternativas. alternativas de cardápio, no mix do cardápio”, ressaltou ele.
Para o consumidor é preciso também se adaptar e manter o equilíbrio. Marcos almoça todo dia neste restaurante e reduziu bastante a quantidade de comida no prato. A economia é também para conseguir comprar os itens de saúde para sua mãe. “Deixa de usufruir de algumas coisas para poder gastar em outras que no caso da minha mãe são remédios, fraldas, tudo da melhor qualidade para ela”, relatou o cuidador de idoso, Marcos de Carvalho.
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